Magiluth e o que o meu olhar guardou

Aquilo que meu olhar guardou para você, do Grupo Magiluth.

Meu olho vê de guardar. Uma imagem de bebê ou uma rodoviária, um personagem de desenho animado ou as músicas de Janis Joplin, estão afundados nos meus olhos desde ontem. No bolsão dos meus olhos, a lágrima, a perda, a exposição, os anos, o ofício. Cristalino encontro, êfemero encontro. Jogando abertamente ou em vias de percepções mais sutis os Magiluths nos deixam sem a verdade. Verdade, belo… Para quem?  Para que a verdade e o belo? O interlocutor não deve ser nem um coveiro, nem um pastor (lembram?), então para quem falar?

Meninos, vocês nos enganaram o tempo todo! Um envolvimento sentimental demais e, de súbito, submergiam escrachos, esculhambações, xingamentos! Brincar de representar, brincar de se expor, brincar de morrer… Quanto cabe de adeus entre duas pessoas? Em quanto tempo se parte uma fitinha com três nós? Qual o tempo de um desejo? A gente sabe como termina esta história de desejo, então, melhor pararmos por aqui!

Melhor me despedir antes de escrever mais besteiras aqui do frio e da lotação. Tem uma coisa sobre lotação que me lembra a verdade. A verdade é que a verdade está perdida na lotação. É enorme a energia da lotação, cores azuis, amarelas, vermelhas, cabeças a rodar, lâmpadas a acender e a apagar, manifestações de uma luz divina claríssima, manipulações nas diversas direções… No meio e em cada parte da lotação a verdade está implementada, taxada. Tudo lotado, ar contido, preso, sufocamento. Um monumento levantado ao empurra-empurra! Salve a Paulicéia Desvairada! Agora, mandar tomar no cú é foda! Isso não é necessário, pois você não vai, vão lhe levando, correto?! E o tempo (e a lotação?) que leva a verdade, traz de volta um desconhecido, não a metade, um desconhecido inteiro já com tanta coisa para ele construída, guardada.  Desculpe… Parece impossível livrar-se do peso. Mas, quem se importa? Vamos aos toucinhos, aos pastéis, ao burguês-níquel!

Me parece natural trocarmos de lado, revelarmos nomes, histórias familiares, confidências… Brincar de se expor. Ah, a segurança de estar no palco! Ah, a segurança de não estar no palco! Pássaros me povoam!

Evoé, Magiluth, muito trabalho e sorte!

http://www.grupomagiluth.blogspot.com.br

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Sobre vivibezerra

Alta. Cachos. Andar saltitante. Interessada num monte de vida.

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