Amigos bons

Amigo é bom! Ter e ser uma pessoa REALMENTE querida é maravilhoso.

Aristóteles escreveu sobre a amizade e sua relação com a virtude: “a amizade é, com efeito, certa virtude ou não ocorre sem virtude”. Ou não ocorre sem virtude… Muito bom!

O que caracteriza uma relação de amizade?

Particularmente, acredito que a amizade está relacionada com a ética, a reciprocidade, a lealdade, a compreensão e o tempo.

Amizade é coisa inútil, não procure utilidade num amigo! Como nem tudo é constante e semelhante (ufa, ainda bem!), os amigos também são desagradáveis e por vezes são chatos e inoportunos. Mas, estão contigo e você está com eles. Sem mais.

“Ele dá o que é difícil de dar. Ele faz o que é difícil de fazer. Ele suporta o que é difícil de suportar. Ele revela os segredos dele para você. Ele mantém seus segredos. Quando infortúnios lhe atacam, ele não lhe abandona. Quando você estiver para baixo, ele não o despreza. Vale a pena associar-se com um amigo dotado destas sete qualidades”. Li num texto budista sobre a amizade e achei oportuno compartilhar aqui. Gosto, especialmente, da primeira qualidade.

Nos vemos nos nossos amigos, cada um parece estar acomodado numa parte íntima. Criação da imagem: me reconheço em meus amigos, neles estão contidas partes de minha imagem, também construo em conjunto com esta relação a minha imagem. Os laços afetivos tem origem no “eu” , este, na maior parte das vezes, quer ser preservado/afirmado e torna-se o principal ponto da relação. Selecionamos o que mostrar as pessoas e com os amigos não é diferente, a aceitação do “eu” é algo forte nas relações. As mudanças internas e externas só tornam a relação de amizade ainda mais viva.

 Foto de Elliott Erwitt

Hoje tem o dia do amigo, tem o aniversário do amigo, tem o aniversário dos rituais de amizade, estamos repletos de datas comemorativas. Hoje, temos centenas de amigos virtuais, mantemos contato por  e-mail, facebook, twitter, orkut, SMS, celular e de outros jeitos tecnológicos que eu nem sei. Ficou mais fácil falar com o amigo e, no entanto, me pergunto, nos aproximamos mais dos nossos? Estas ferramentas tecnológicas nos ajudam a aprofundar os vínculos com nossos amigos? De alguma forma isso afetou a qualidade das relações?

Acabo pensando por qual motivo as pessoas cada vez mais sentem uma sensação de solidão, isolamento, rejeição…

É ruim perder amigos, mas pior é se perder. Daí, ficar qualquer tempo sozinho é um suplício e construir relações íntimas fica muito difícil.

Não sei como terminar o post, há algo que não consigo explicar bem sobre minhas afinidades, minha atração e repulsa, pois passa por um campo menos consciente…

Bom, só pra finalizar mas não esgotando o assunto, os créditos precisam ser dados. O Junio Barreto tem uma música que inspirou o título do post e que gosto bastante. Aqui você pode assistir ao vídeo da música cantada pelo Junio e pelo Otto.

Para aqueles que posso contar nos dedos, um companheirismo cheio de amor.

Até!

Vivi Bezerra

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